Review / Tutorial: Blaster Master Zero

Jason Frudnick, protagonista da série.
Ele já deu as caras no Super Smash Bros

Ola, aqui é o Pena e hoje trago um metroidvania que mistura tiro com visão superior, o Blaster Master Zero. Deixei pra postar sobre ele agora pro meio do ano pois o terceiro jogo será lançado dia 29 de Julho e numa das versões vem os 3 jogos num pacote só. O post para o segundo jogo sairá logo mais pra aproveitar o assunto.

O jogo foi desenvolvido e publicado pela Inti Creates, mesma desenvolvedora do jogo Dragon Marked for Death e que já fizemos review dos jogos da série Gunvolt (Pack 1 & 2 e Luminous Avenger IX) e Bloodstained: Curse of the Moon 2.

O review pro segundo jogo você encontra aqui.

Pela curiosidade, esse é um reboot do jogo Blaster Master pro Famicom feito pela Sunsoft, eu entro um pouco mais em detalhes no decorrer do review.

Review feito em base da versão pra PS4
(código cedido pela Inti Creates)

Titulo: Blaster master Zero
Produtora: Inti Creates
Distribuidora: Inti Creates
Gênero: Metroidvania / Plataforma / Tiro com Visão superior
Plataformas: 3DS, Nintendo Switch, PC e PlayStation 4
Mídia: Digital e Físico
Textos: Português, Inglês, Francês, Italiano, Espanhol, Alemão e Japonês

Links pra importação da trilogia em inglês na Play-Asia:

A Série

Essa série é mais antiga do que eu imaginava, começou em 1988 pela SunSoft lá no Famicom e recebeu vários jogos até iniciar esse reboot pela Inti Crates. Como não conheço tudo da série, o que tem aqui é por pesquisa, mas já vale pela curiosidade:

  • Blaster Master (1988): Original do Famicom e base pro rebbot desse review;
  • Blaster Master 2 (1993): Original do Sega Genesis e usado como base pro Zero 2;
  • Blaster Master: Enemy Below (2000): Original do Gameboy Color, teve um port para o 3DS via Virtual Console;
  • Blaster Master: Blasting Again (2000): Original do Playstation 1;
  • Blaster Master: Overdrive (2010): Original do Wii, o primeiro reboot da série usando em base o jogo original do Famicom
  • Blaster Master Zero(2017): Esse é o review que você está lendo, reboot do primeiro jogo feito pela Inti Creates em vez da Sunsoft lançado originalmente para 3DS e Nintendo Switch, recebeu port para PC e PlayStation 4;
  • Blaster Master Zero 2 (2019): Sequencia do reboot da Inti Creates, saiu inicialmente para Nintendo Switch e recebeu port para PC e PlayStation 4;
  • Blaster Master Zero 3 (2021): Terceira parte da série com lançamento previsto para 29 de Julho para Nintendo Switch, PlayStation 4 e PC.

História

Num futuro não muito distante, devido a diversas guerras e outros fatores climáticos, a Terra entrou numa Era Glacial, forçando a humanidade e viver nos subterrâneos do planeta. Durante esse período foram desenvolvidos métodos pra restaurar a superfície e enquanto estavam no processo de restauração, um cometa caiu no planeta, mas que aparentemente não causou nenhum problema ao planeta, já que passaram-se centenas de anos depois disso.

Nesse contexto acompanhamos Jason Frudnick, um jovem com vasto conhecimento em engenharia robótica que encontrou uma criatura que nunca tinha visto antes, dando o nome de “Fred” enquanto o estudava.

Só que Fred escapa por um portal e Jason o persegue. Quando ele se da conta, está nos subterrâneos do planeta aonde a humanidade viveu anteriormente.

E é lá que ele encontra o veiculo com o nome de Sophia-III, como qual ele irá explorar as ruínas esquecidas que estão infestadas de monstros que ele nunca tinha visto enquanto procura por Fred e descobre o perigo que a Terra está sofrendo e que ninguém tinha noção disso.

Gráficos

O jogo tem 2 modos: A exploração com a Sophia-III e as explorações solo.

Durante as explorações com a Sophia-III, os gráficos em pixel art são mais simples e distantes, com o tanque e o piloto bem pequenos pra dar ênfase aos monstros enormes que encontramos na exploração. A maioria dos inimigos também são simples, só os extremamente grandes que tem bastante detalhes.

Já durante as explorações solo os gráficos tem mais detalhes, tanto pro Jason como os inimigos normais, aqui realmente deram uma caprichada extra, agradou bastante o visual.

Os efeitos de luz durante os ataques e a diversidade deles agrada bastante que curte gráficos desse estilo, tem uma variação razoável de inimigos também no decorrer da campanha.

Áudio

As músicas do jogo são todas no estilo dos chiptunes dos jogos antigos, muitas mantendo um clima mais pesado justamente pra acompanhar a exploração das ruínas do jogo, agrada bastante elas. As de chefe são bem legais, são mais agitadas e dão o clima certo pros combates decisivos. Já era de se esperar, mas não temos dublagem no jogo, não que isso vá atrapalhar em algo, mas é bom deixar avisado.

Infelizmente não achei a OST completa dele, então vou deixar uma das músicas aqui pra você ter pelo menos uma noção do que te espera.

Jogabilidade

Como comentei na parte dos gráficos, temos dois modos de exploração e a jogabilidade muda bastante em cada uma delas. Quando você inicia a partida, independente ser do zero ou continuar uma que já estava em andamento, tem a opção do multiplayer, aonde o segundo jogador da um apoio ao jogador principal durante a exploração com a Sophia-III, na parte da exploração eu entro em mais detalhes.

Menu

O menu do jogo é dividido em três abas: a da Sophia-III, o do Jason e a do mapa.

A aba central é da parte da Sophie-III. Aqui você tem uma visualização geral de todos os equipamentos que já adquiriu pra ela, como as armas principais, secundária e manobras.

  • Armas principais: O tiro base vai melhorando conforme avança na campanha e você pode adquirir outros tiros principais, geralmente ativados depois de segurar o botão de tiro por alguns momentos. Algumas delas consomem SP;
  • Armas Secundárias: Todas as armas dessa categoria são ativadas pelo botão de tiro secundário e gastam SP, mas fazem bastante diferença nas batalhas;
  • Manobras: equipamentos que te permite voar, usar pulo duplo e outros detalhes. Algumas não podem ser equipadas juntas.

Nessa aba você também pode deixar ativado o receiver, que serve pra rastrear os seus objetivos e conversar com a sua parceira, que te da dicas das armas ou de como proceder na história.

Na aba da esquerda temos as informações do Jason, como quais armas ele tem, as armas secundárias e alguns itens chaves do jogo.

Você pode equipar qualquer equipamento por aqui caso não esteja acostumado com a escolha durante a ação.

Na aba da direito você tem acesso ao Mapa da Área que está explorando no momento. Enquanto não achar o mapa dela, só mostra os locais que passou, mas depois de adquiri-lo ele mostra o mapa completo e os locais que tem itens e chefes, agiliza bastante a exploração.

Explorando com a Sophia-III

Durante as explorações com a Sophia-III, a jogabilidade é no estilo de metroidvania em plataforma, atacando os inimigos com as armas do seu veículo.

A barra e itens tem as cores especificas, sendo o verde de HP e o azul de SP. HP você só recupera pegando itens de recarga, mas o SP carrega aos poucos, mas claro que pegar os itens de recarga é bem mais rápido.

Caso escola a opção de multiplayer, o segundo jogador controla aquela mira na tela, ajudando nas batalhas com tiros e outros especiais.

Você tem como sair com o Jason e explorar nessa parte, passando por partes que não é possível acessar com a Sophia-III, só tome cuidado, ele é um humano normal e toma dano se cair de alturas muito grandes (e não esqueça que como está tudo pequeno, essa altura não é tão grande assim).

Na exploração tem vários puzzles e barreiras, como achar equipamentos pra destruir blocos ou essas esteiras pra abrir caminho. Como todo bom metroidvania, você vai precisar ir e voltar pra várias áreas pra conseguir avançar depois de adquirir outros equipamentos.

Sophia-III também não é adaptada pra o uso aquático, apesar de não ter problema de entrar na água, ela fica muito lenta, mas pelo menos Jason consegue nadar e avançar em certos pontos com o seu traje de piloto.

Tem como escolher as armas durante a ação sem entrar no menu, podendo trocar na sequencia normal delas ou segurar o botão de troca e escolher qual das armas pretende usar no menu superior.

Esses são os check points do jogo. Passar por eles salva automaticamente o jogo e se morrer, volta direto desse ponto. Caso esteja só com o Jason, tem como chamar a Sophia-III neles também.

Explorações Solo

Em muitos pontos do jogo você entra em cavernas que são exploradas somente com o Jason. Aqui a jogabilidade muda pros de tiro com visão superior. Não temos SP nessa parte, mas sim um contador de armas. Você adquire novos equipamentos ao pegar esse item vermelho.

Aqui temos um detalhe diferente da exploração geral. Você consegue carregar várias armas principais, mas caso tome dano, perde a de maior rank que tem no momentos, indo das de baixo pra cima. Isso te força a evitar dando a todo custo.

Tem uma boa variedade e elas não servem só pra ataques, alguns pontos utilizar a arma correta abre novos caminhos ou facilita muito a exploração. Existe um equipamento extra que te permite tomar um ataque sem perder a arma, mas claro que vai precisar acha-lo e não vou especificar nada aqui aonde ele está.

As armas secundárias não tem o problema de tomar dano e perder o seu uso, mas tem limite de utilização e são carregadas com essas caixas.

Claro que também tem partes que só são acessíveis com o uso das armas secundárias, então você precisa economizar elas pros momentos certos.

Nessas partes também tem check points, normalmente antes de uma batalha de chefe, então se achar um, já se prepara pro que vem pela frente.

Extras

Quando você consegue o final verdadeiro do jogo, libera uns extras interessantes nele:

  • Unlimited Mode: Já começa a partida completamente equipado, serve mais pra curtir a ação mesmo, já que não tem muito desafio aqui;
  • Destroyer Mode: Enquanto no modo anterior você vem todo equipado, nesse modo quase não há upgrades, além de que agora os inimigos das explorações solo só tomam dano com uma arma específica, o que torna a partida MUITO mais desafiadora;
  • Boss Blaster Mode: Enfrente todos os chefes do jogo sem nenhum upgrade e HP e tente bater um bom tempo nele;

Conquistas

O jogo base não é muito complicado depois que você pega o jeito dele, mas conseguir todas as conquistas dele é uma história completamente diferente. Isso sim vai exigir uma certa dedicação e habilidade pra fazer tudo. As mais difíceis são:

ConquistaDescrição
DESTROYERFazer o final verdadeiro no modo Destroyer
BOSS BLASTERFinalizar o Boss Blaster
Mutant Scum Never Learns!Pegar todos os itens do jogo

Conclusão

A variação de jogabilidade do Blaster Master Zero deixa ele bem legal sem cair na monotonia, mesmo quem não curte tanto um dos 2 estilos de controle ainda consegue curtir bastante ele.

A história inicial é bem simples e cheio de clichês, mas da uma boa base pro jogo seguinte, aonde é bem expandida, então mesmo sendo bem direta, vale a pena prestar a atenção nela caso pretenda jogar os outros jogos da série.

A parte gráfica é bem dividida. Nos momentos de exploração com a Sophia-III, eles são mais simples, somente os monstros maiores que receberam um tratamento mais detalhado (mas também por causa da distância da tela), enquanto nas explorações solo já tem um nível de detalhamento bem maior.

As músicas agradam bastante quem gosta dos chiptunes, tanto as mais agitadas como as mais sinistras ficaram muito bem feitas, mantém o clima legal pra a exploração.

Em termos de jogabilidade, no geral agrada bastante, tendo uma exploração bom que te faz caçar cada detalhe do jogo, única coisa que incomoda um pouco é a lentidão do Jason nas explorações solo, isso atrapalha um pouco nas batalhas.