Review / Tutorial de Ravensword Shadowlands

* Esta análise foi feita com o código cedido pela Ratalaika (versão PS4/PS5)

Distribuidora: Ratalaika Games
Produtora: Crescent Moon Games
Plataforma:  PS4 / PS5 / Xbox One / Xbox Series S / Xbox Series X / Switch
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: 2021 (port para consoles)

Ravensword Shadowlands é um RPG Medieval 3D com grandes mapas e inspiração em Elders Scroll.
Segundo título da franquia, Shadowlands (2013) é a continuação de Ravensword The Fallen King (2009); feitos inicialmente para o mercado mobile, apenas Shadowlands teve ports para PC e consoles.

Layna, agradeço o esforço, mas… uma espiã deveria revelar sua identidade na apresentação?

Após a queda de Ravengard, o Reino de Tyreas se vê como único de pé, cercado por elfos negros. A lendária espada Ravensword se perdeu e o mundo entrou em caos e desespero.
Cabe a você, o último de uma linhagem de reis, ir atrás das três Ravenstones para localizar a Ravensword e derrotar o maligno Ul’Thok.

Veja pelo lado bom, o gráfico simples roda suavemente nos consoles

Ok, vamos tirar o elefante branco da sala: os gráficos de Shadowlands são fracos e parecem um jogo de PS2.
Antes de criticar, porém, lembre-se que trata de um jogo originalmente mobile, de 2013, e que isto não influencia na diversão que o jogo proporciona. Obviamente, se você é do tipo que se importa muito com gráfico passe longe do jogo.
Trata-se provavelmente da franquia mais ambiciosa do estúdio.

A versão mobile: negue que você estaria impressionado com esse gráfico em um celular de 2013

A jogabilidade de RS se dá em terceira pessoa, mas é possível mudar para visão em primeira pessoa, o que é bem surpreendente para a época de lançamento e remete diretamente a Elders Scrolls.
Não apenas este fato, mas também a evolução de habilidades através do uso das mesmas, como a manipulação de armas e o stealth na invisibilidade e até mesmo a defesa de golpes e o arrombamento de fechaduras.

Embora não obrigatórias, montarias ajudam a vencer as distâncias mais rapidamente

Apesar de não ser exatamente um open world, o jogo conta com vastos mapas nas áreas abertas (inclusive com a possibilidade de comprar uma montaria para se locomover mais rapidamente), uma cidade maior e diversas dungeons, todas separadas por pequenos loadings.

Salvar antes de batalhas duvidosas é sempre recomendável

O combate funciona com os gatilhos L2 para defesa e R2 para o ataque (além de L1 para disparar magias quando equipado com pedras mágicas), além de O para o salto ou esquiva (movendo para os lados enquanto pressiona o botão).
O arsenal disponível conta com espadas, machados, adagas, escudos, arco e flecha, bestas e mosquetes. A munição é infinita nas armas de fogo, então se preocupe com isto.

O combate funciona também em primeira pessoa

Stamina e magia utilizam a mesma barra azul, logo abaixo da barra verde de HP, então cuidado para não gastar demais e precisar parar para recuperar no meio de um combate (caso esteja sem poções). É importante também lembrar de comer, pois a regeneração das barras é prejudicada pela fome.

Quando o Mestre de RPG fica louco na mesa e resolve colocar dinossauros no meio da saga medieval

Os inimigos possuem variedade e uma curiosa diversidade, entre aranhas, goblins, trolls, yetis, elfos negros, tigres, ursos e até alguns diferentes dinossauros.

Antes de correr para ganhar o troféu de matar Yetis, lembre-se de evoluir o suficiente o personagem

O personagem é customizável no início da aventura, com opções de rosto, barba e cabelo, além de marcas no rosto e possibilidade de moldar formato de boca, olhos, nariz e mandíbula.
Ao subir de nível, é possível distribuir os pontos de evolução em Força, Resistência, Agilidade e Vigor.
Os talentos também recebem pontos ao evoluir o personagem e estão divididos nas categorias:
– Geral: Acrobacia, Boa Fortuna (bônus de ouro recebido), Aprender Rápido (bônus de experiência, Cavalgada e Velocidade (aumenta corrida);
– Combate: Equilíbrio (chance menor de ser derrubado), Visão Aquilina (bônus de ataque com armas de fogo), Maestria Corpo-A-Corpo (bônus para armas brancas), Tático (bônus de absorção de dano ao defender ou usar parry) e Fortitude (aumento da regeneração de vida);
– Mágica: Concentração, Foco (aumenta a regeneração de energia) e Harmonia (redução do gasto energético para usar magias);
– Furtividade: Espreitas (reduz a velocidade ao se esconder), Caçador Silencioso (bônus de dano em ataques furtivos) e Mestre Ladrão (aumenta a chance de acerto em bater carteiras e arrombar fechaduras).

Enquanto os atributos sobem conforme o nível do personagem, as habilidades dependem da quantidade de uso

Tanto armas quanto armaduras podem ser melhoradas ao incrustar gemas com bônus (velocidade, regeneração, vida e energia).
Melhores equipamentos possuem mais espaço para gemas.
Além de serem achados em baús e ao derrotar inimigos, armas e armaduras podem ser comprados com vendedores ao longo do mundo.

No início da aventura, os vendedores são mais recomendados para os equipamentos

A trilha sonora ganha destaque com belos temas orquestrados e estilo épico (configura abaixo uma das faixas).
A platina não é grande problema, consistindo na maior parte em derrotar números específicos de monstros, derrotar o chefe final, ser preso e completar três sidequests específicas (Missing Shipment, Trouble In Aven e a quest de Assist Rebecca).

RESUMO DA ÓPERA:
Ravensword Shadowlands
é um interessante RPG mobile com forte inspiração em Elders Scrolls.
O port tardio para os consoles causa uma estranha sensação de um jogo perdido de gerações passadas, com gráficos pobres e alguns bugs de física.
A parte técnica, contudo, não tira os méritos do jogo, que se mostra bastante versátil na jogabilidade (primeira e terceira pessoa no mesmo jogo) e é divertido, assim que você se recobra do choque inicial.
O desafio se mostra alto nos primeiros momentos, até que o personagem esteja suficientemente evoluído.
Uma aventura completa, digna de um Skyrim de bolso, Ravensword Shadowlands consegue manter a atenção do jogador não-graficista. Embora a parte técnica seja levemente desastrosa, a comparação com a série de RPG da Bethesda não é à toa…