Quando O Hobby Vira Vício

Muito já se falou sobre a má influência dos jogos, pela violência contida neles.
E embora realmente possa haver alguma influência em mentes mais frágeis ou com distúrbios específicos, o video game como gatilho mental para a maldade é apenas um dos fatores que podem afetar alguém neste sentido.

No entanto, há outro risco envolvido: o vício.
Um viciado, entre os jogadores, é geralmente associado a sinônimo de dedicação e habilidade.
Quando dizemos que alguém é viciado em determinado jogo, estamos falando que o indivíduo em questão é muito bom no título, entende bem as mecânicas, etc.
Mas é claro que não é sobre isto que o artigo trata.

A adição é um processo químico cerebral, ou seja: o sujeito que possui uma propensão ao vício, pode manifestá-lo de diversos modos.
Bebida, drogas ilícitas, cigarro, comida, compras, sexo, trabalho e, claro, os video games.

Quem já maratonou algum jogo ou passou por longos períodos na frente de um console ou PC, sabe o que acontece depois.
A irritabilidade muitas vezes é latente, o sono perdido cobrando sua perda e até mesmo dores nos olhos e nas articulações.

É claro que jogar diversas horas não pode ser classificado como vício.
O vício ocorre quando o prazer inicial obtido não é mais alcançado, fazendo-se necessárias “doses” mais fortes da droga em questão.
Para substâncias ingeridas e/ou consumidas isto se torna bem mais palpável.

Mas e quando a adição é relacionada aos video games?
Estimulante cerebral por natureza, os jogos nos proporcionam alegria, adrenalina, medo e até mesmo tristeza, dependendo do que se joga.
É muitas vezes difícil reconhecer um vício, em especial nos jogos.

Afinal, quando um jogador pode ser considerado um adicto?
Esta é uma pergunta bastante difícil de ser respondida e pode variar de indivíduo para indivíduo.
Entretanto, alguns sinais claros são: 
– trocar antigos hábitos por mais horas na frente do video game; 
– ficar obcecado por algum jogo, sonhando constantemente com o mesmo ou até mesmo pensando diversas vezes sobre ele, mesmo quando envolvido em outras atividades; 
– evitar sair para continuar jogando;
– procrastinar trabalho e/ou estudo;
– gastar constantemente com jogos, ao ponto de se endividar (cabe ressaltar aqui que o vício pode também estar relacionado a compras compulsivas, neste caso)

O vício em games foi classificado recentemente como uma doença pela OMS (Organização Mundial da Saúde), como gaming disorder (transtorno por uso de video games).

Vale ressaltar que o texto em questão foi escrito por alguém sem especialização no assunto, portanto, na dúvida, consulte um psicólogo ou psiquiatra.
A psicoterapia pode ser de grande ajuda nos transtornos de video games.

Seja um gamer “viciado” mas não se torne um viciado gamer!

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