Review / Tutorial: Remnant – From the Ashes

Nota do editor-chefe Shin Reviews:

Diferente do que fazemos em pegar as imagens direto do nosso jogo, as imagens presentes aqui serão em kits de imprensa e divulgações do jogo, pois como irão notar há imagens da versão PC no meio…
Tentei ao máximo transpor em imagens o que o Hawk quis dizer no Review e ensinar no Tutorial, isso foi feito por motivos de que o próprio quis fazer o review depois de ter completado todo o jogo, como ele não faz mais parte da equipe fixamente, e sim esporadicamente, ele quis trazer o R&T pra vocês, baseado na sua simpatia com o jogo…
Algumas adições ao texto dele foram feitas por mim (como por exemplo a parte que fala das 3 classes), outras complementei e outras deixei intacto…
Como eu pretendia trazer uma hora ou outra esse jogo, ele mesmo se prontificou, espero então que gostem das imagens e do texto… 🙂

Remnant: From The Ashes é um jogo Soulslike de tiro em terceira pessoa da Gunfire Games e publicado pela Perfect World Entertainment. Foi lançado em 16 de agosto de 2019 para PC, Playstation 4 e Xbox One. Atualmente, possui duas DLCs pagas, sendo uma expansão de conteúdo e outra expansão da história.

Nome: Remnant: From the Ashes
Desenvolvedora: Gunfire Games
Produtora: Perfect World Entertainment
Plataformas: PC, Playstation 4, Xbox One – Mídias física e digital
Versão Analisada: Playstation 4 (digital) em abril de 2021, todas as atualizações feitas até o momento.

O JOGO

Remnant é uma sequência de Chronos: Before the Ashes (2016 versão VR, 2020 versão sem o gadget). Chronos, diferente de seu sucessor, é um Soulslike convencional assim como Darksiders 3 (2018), também da Gunfire Games.

A HISTÓRIA

Por quase um milênio, uma raça desconhecida chamada The Root viajou de um reino para outro
para causar destruição e conquistar tudo e todos com quem entrar em contato.

Durante sua missão de dominar reinos, eles tropeçaram no reino de Rhom, onde enfrentaram uma batalha sem fim entre a civilização de Rhom.
Eventualmente, eles foram capazes de conquistar Rhom, mas os estados de Rhom se uniram, incluindo o Basha e seu líder espiritual, o Nui, mantiveram sua posição e fizeram o que puderam para lutar contra a Raiz.

À beira de perder a guerra, Ezlan, um misterioso Basha foi forçado a escolher uma trágica decisão de cair nas mãos da Raiz ou de salvar seu reino dizimando seu povo e a Raiz.

Apesar de não ter outras opções, a escolha foi muito clara…
Para salvar sua civilização e para os próximos séculos que virão, os Nui e os Basha ativaram um dispositivo nuclear que destruiu o povo de Rhom e Root.

Isso fez com que o sobrevivente Root abandonasse Rhom e tentasse procurar outro reino para conquistar… onde eles encontraram e invadiram a Terra.

Por muito tempo, a Terra foi lançada na destruição onde Root aniquilou quase metade da humanidade e assumiu quase totalmente o controle do planeta.

Apesar da carnificina, a humanidade não desistiu de reclamar o que é seu.
Várias instalações chamadas de “Ward” com números designados foram construídas em todo o planeta, mas a ala 13 é a única instalação que abriga uma tecnologia que eles adquiriram e experimentam, chamada Pedra do Mundo.

Um pequeno pedaço da Pedra do Mundo foi então enviado a cada ala para estudos posteriores.
Com a Pedra do Mundo, os humanos sobreviventes descobriram que a Pedra do Mundo pode abrir portais para outros reinos …

Isso chamou a atenção de Root, que deseja impedir os humanos de usar a pedra do mundo para viajar a diferentes reinos e impedir que sua missão encontre a fonte que possivelmente pode destrui-la

Pouco da história e do universo do jogo é contado de forma explícita, fazendo com que o jogador tenha que correr atrás de diálogos com NPCs, ler e-mails, bilhetes e até descrições de alguns itens e armas para se situar nos acontecimentos. Não é nada muito denso ou complexo, mas possui lore o suficiente pra ajudar na imersão e na motivação.
O que deixa a desejar no jogo são os NPCs.
Nenhum deles tem desenvolvimento o suficiente (muitos não possuem desenvolvimento algum) pra você cogitar se importar com eles ou mesmo se lembrar do nome, resumindo-os em meras fontes de lore ou vendedores de itens.

ASPECTOS TÉCNICOS

Gráficos

Remnant possui gráficos simples, mas bem trabalhados na direção artística. A movimentação dos personagens e a física do jogo são bem aplicadas, tornando a experiência com as batalhas mais sólidas e agradáveis.

Som / OST

Os controles são precisos e funcionam muito bem. Se por acaso alguma mecânica parecer ser um pouco enfadonha, é proposital e faz parte do sistema de evolução do personagem. Em outras palavras: tem que upar!

A sonoplastia é um ponto alto, com tiros e grunhidos por todos os lados. As músicas são “ok”, tocam apenas em batalhas especiais como chefes e inimigos mais fortes. Não marcam, mas cumprem o seu papel, exceto pela melodia da tela título, que se sobressai, dá vontade de ficar ouvindo ela por um tempo antes de começar a jogar.

Jogabilidade

Os controles são de um shooter convencional:

O único comando que merece destaque é a esquiva neutra. Diferente da esquiva comum, ela tem uma janela de invencibilidade bem menor e sua animação é bem rápida. Apesar de ser bem difícil de acertar seu tempo de uso por conta dessas características, ela dá uma enorme vantagem ao ser utilizada corretamente, pois o personagem pode voltar ao modo ofensivo muito mais rapidamente.

O maior problema técnico do jogo certamente é no modo online. Mesmo com uma boa conexão, é extremamente raro conseguir jogar com outra(s) pessoa(s) sem sofrer com lags ridículos e desconexões constantes. Os modos de encontrar amigos pra jogar junto também não funcionam sempre.

É válido ressaltar também que, as vezes, você quer jogar online com o intuito de realizar uma ação especifica, mas não tem a possibilidade de criar uma sala com um nome e/ou descrição do que será feito nessa sessão, tendo que ir na sorte de encontrar alguém que queira fazer o que você deseja. As formas de se comunicar também são escassas: se você não tiver headset, tem apenas um leque bem limitado de falas e gestos pré determinados pelo jogo pra tentar se comunicar com seus parceiros. Em um jogo que oferece diversas atividades pra fazer, é um tanto frustrante.

Apesar de todos os problemas citados, jogar online é quase obrigatório em Remnant. Não apenas pelo design do jogo claramente otimizado pro multiplayer, como também pela diversão que o modo proporciona, seja pela emoção de matar um chefe difícil juntos, para rir dos erros uns dos outros, pelo desenvolvimento de senso estratégico e de trabalho em equipe. Claro, o jogo oferece uma sólida (e as vezes injusta) experiência off-line, mas vale muito pelo menos experimentar o multiplayer em algum momento.

MECÂNICAS DE JOGO

Você pode escolher uma das 3 classes, sendo elas;

Scrapper

O arquétipo do Scrapper é uma classe inicial equipada com um loadout que se destaca no combate de curta distância. O Scrapper causa danos exponenciais e enfrenta o desafio de perto e pessoal.
Esta é uma classe de combate de curto alcance.

Ex – Cultist

O Ex-Cultist se especializou em fornecer suporte não apenas para eles próprios, mas também para sua equipe. Os jogadores podem encontrar um equilíbrio entre o combate de perto e de longo alcance com o equipamento inicial fornecido para o Ex-Cultista.
Esta é uma classe de combate e suporte de médio alcance.

Hunter

O Hunter é um arquétipo de longo alcance equipado com uma carga inicial que se destaca no combate de longo alcance. O Hunter causa dano crítico, permitindo que um jogador cutuque e assedie os inimigos de longe.
Esta é uma classe DPS crítica de longo alcance.

Depois disso, você tem a possibilidade de criar seu próprio personagem, escolhendo detalhes como o gênero, cabelo, cor de pele e até o tipo de voz que ele vai ter.

Após a criação e uma breve cutscene, o jogo introduz algumas mecânicas básicas de movimentação, uso de itens e combate corpo a corpo. Ao avançar mais um pouco, outra cutscene rola e você acorda na Ward 13, local que serve de HUB World e onde tem os NPCs que vendem itens, armas, armaduras e realizam upgrades. Você ganha o primeiro acesso a armas de fogo e é onde o jogo começa de verdade.

Além da barra de vida, o jogador também tem uma barra de vigor, que é consumida para correr ou esquivar. É utilizada também para alguns ataques carregados de armas brancas especiais.
Seu personagem tem à disposição um leque de armas brancas (ou mesmo somente os punhos), armas secundárias (pistolas e demais calibres menores) e armas principais (rifles, bestas, espingardas e demais armamentos mais poderosos). Além disso, tem também as armaduras (cabeça, corpo e pernas), talismãs e anéis, cada um com efeitos únicos. De uma vez, o personagem pode carregar uma arma branca, uma secundária, uma principal, um conjunto de armadura, um talismã e dois anéis.

Vale destacar aqui o trabalho de balanceamento de todos esses equipamentos, não apenas das armas, que são variadas e divertidas de usar; as armaduras possuem skills passivas diversas, que aumentam o efeito conforme mais peças do mesmo conjunto você usa, além de cada peça possuir um peso que afeta na mobilidade do personagem.

Com isso, o jogo acaba oferecendo muito mais possibilidades de gameplay, já que as diversas combinações de equipamentos podem gerar resultados devastadores e totalmente diferentes uns dos outros.

Mas o jogo não se limita a tiros e socos. Remnant oferece também um leque de Mods, basicamente seu sistema de magias, recurso recarregável dando tiros em inimigos e/ou através de certos equipamentos.

Os poderes vão desde Mods ofensivos, como imbuir os tiros com fogo, a defensivos, como um muro anti projétil. Tem até de suporte, como uma área que cura todos que estiverem dentro. Isso amplia ainda mais as possibilidades de configuração de personagem. Para adquirir Mods, o jogador pode realizar quests, derrotar chefes ou até mesmo comprar de alguns NPCs.
Os Mods podem ser equipados nas armas de fogo, um na principal e outra na secundária.
Armas brancas não podem equipar Mods. Vale destacar que armas especiais adquiridas de chefes já vem com um Mod instalado e não é possível removê-lo.

Enquanto os Mods são como magias, as Traits funcionam como skills passivas.
Você ganha Traits derrotando chefes, cumprindo quests ou realizando alguma ação repetidas vezes, como por exemplo, uma Trait que aumenta dano a armaduras que é adquirida após o jogador acertar partes armaduradas de inimigos um número x de vezes. Assim como os Mods, as Traits cobrem tanto a parte defensiva como a ofensiva e de suporte, e além de adquiri-las, o jogador ainda pode evoluí-las, utilizando pontos de experiência ao matar inimigos ou encontrando tomos de conhecimento pelas dungeons.

Os itens consumíveis de Remnant vão desde simples remédios para curar/retardar efeitos maléficos até a caixas de munição extra e itens que dão upgrade temporário ao personagem a médio prazo, como uma sopa de um NPC que concede vida extra com 60 minutos de duração.
Os efeitos maléficos do jogo funcionam tanto pra você mesmo como para os inimigos. São eles:

Burning: o alvo fica pegando fogo e sofrendo dano enquanto o efeito durar
Bleeding: o alvo fica sangrando e sofrendo dano enquanto o efeito durar
Infected: o alvo fica tossindo, prejudicando suas ações
Irradiated: o alvo tem seu vigor cortado pela metade
Corroded: o alvo tem queda de poder defensivo
Overloaded: o alvo sofre uma descarga elétrica, que causa dano e atordoamento
Frozen: o alvo fica mais pesado e tem seus movimentos retardados
Parasite: o alvo perde metade da vida total

Vale notar que esses efeitos são cumulativos, ou seja, enquanto o jogador tiver recursos pra causa-los, eles vão somando ao inimigo. Isoladamente muitos deles não dão muito resultado, mas a combinação de alguns pode ser poderosa. E, é claro, isso vale se o seu personagem for o alvo também. Vale lembrar também que para os inimigos todos eles são temporários, mas para o jogador quase todos são anomalias permanentes, precisando descansar em um checkpoint ou usar um item pra reverter a situação.

Paralelo, e contrário, aos efeitos maléficos, os chefes do jogo tem também uma chance de virem acompanhados de um subtítulo aleatório, que não deixam só o nome mais comprido, como também afetam o desempenho deles:
Hearty: tem mais HP
Regenerator: tem recuperação gradual de HP
Skullcracker: tem mais chances de atordoar seu personagem
Vicious: os golpes causam mais dano
Enchanter: chama criaturas explosivas para te atrapalhar

Os chefes do jogo em geral são desafiadores. Alguns são por serem puramente complexos e bem projetados, outros por simplesmente colocarem milhares de inimigos comuns juntos na arena pra dificultarem as coisas, tornando o desafio um tanto artificial, mas nada que com persistência não seja possível superar.

Its Over 9000!!!!

Por fim, a última mecânica é o polêmico nível escalonado de inimigos. Apesar do jogo possuir 4 níveis de dificuldade (que concedem mais itens e recompensas quanto mais difícil), Remnant ainda escalona a força dos inimigos e bosses de acordo com o nível de upgrade de seus equipamentos. A princípio parece ser uma mecânica que mata totalmente o sistema de upgrade, mas trabalha de forma totalmente oposta, pois incentiva o upgrade do equipamento constantemente.

Isso porque, no modo Campanha, cada Mundo tem seu nível mínimo, e o jogador pode melhorar seu equipamento dentro desse nível mínimo a vontade para facilitar sua própria vida. O escalonamento só começa a valer quando os níveis do jogador extrapolam o limite do próximo Mundo – o atual não é afetado. Isso faz com que o jogo esteja sempre balanceado (no modo Aventura os níveis do jogador e dos inimigos/bosses são sempre equivalentes).

O balanceamento serve para o cooperativo também. Ao jogar com um amigo muito acima do seu nível, o jogo eleva um pouco a dificuldade geral para que o personagem mais forte não estrague a experiência do mais fraco. A própria composição de grupo afeta a quantidade de HP que os inimigos vão ter; o dano da sua arma será muito maior sozinho do que quando você joga com mais um ou dois amigos/estranhos (grupo máximo de 3 pessoas). Isso é compensado pelas diversas possibilidades estratégicas e de equipamentos para um trabalho em equipe efetivo, fora a vantagem de você só realmente morrer quando todos do seu grupo morrerem ao mesmo tempo, coisa que jogando sozinho, se morrer, já era.

FLUXO DE JOGO

Remnant começa de verdade quando você chega ao Ward 13, a Hub Word do jogo.

Nessa base, você encontra NPCs mercantes, ferreiros que forjam itens novos ou melhoram os já existentes e um gigantesco Cristal do Mundo. Nele, você pode começar o modo Campanha, que é o modo história completo, ou o modo Aventura, que permite você jogar partes do modo Campanha de forma isolada.

Você pode não apenas escolher qualquer um deles a qualquer hora, como pode também recomeçar qualquer Aventura/Campanha a hora que quiser.

Ao iniciar qualquer um desses modos, o jogador é transportado para um Mundo. Cada mundo do jogo tem seu tema, leque de inimigos, itens, quests e bosses.

Em Remnant, cada elemento do jogo é gerado de forma semi procedural, ou seja, cada jogatina você encontra coisa nova, até mesmo bosses diferentes, por isso a possibilidade de recomeçar rapidamente qualquer modo (o único local que é sempre a mesma coisa é o Ward 13).

Apesar de grande parte dos elementos serem aleatórios a cada jogatina, alguns padrões são obedecidos à risca, para que o jogador consiga se localizar minimamente. Por exemplo, ao analisar o nome de uma dungeon, é possível saber mais ou menos o estilo de layout do mapa, a predominância de inimigos, tipos de itens e até mesmo qual será o boss no final dessa dungeon.
Cada Mundo tem seu world map, que é o mapa principal que conecta todas as sub áreas desse local. O que você pode encontrar em cada mundo:

World map: mapa principal que conecta todas as quests, NPCs, dungeons e bosses do mundo em que você se encontra. É possível encontrar itens consumíveis, sucata, equipamentos e itens de upgrade pelo cenário.

Ameaças: inimigos comuns, que derrubam experiência, sucata (moeda do jogo) e materiais de upgrade de equipamentos. Inimigos de elite, versões mais poderosas dos inimigos ou até inimigos únicos, que derrubam também materiais mais raros de upgrade. A variedade de inimigos está na medida certa, não muito pequena para ficar repetitiva, nem muito vasta, para prejudicar a estratégia.

Dungeon com mini boss: sub área do world map. Você enfreta uma dungeon, e no final enfrenta um mini boss. Apesar de geradas aleatoriamente, as dungeons são consideravelmente complexas e bem estruturadas, não são meros corredores ou salas interligadas como a maioria dos jogos no estilo. Mini bosses geralmente são versões especiais de inimigos de elite. Todo mini boss derruba um item que pode ser utilizado pra criação de mods ou armas especiais. É possível encontrar itens consumíveis, sucata, equipamentos e itens de upgrade pelo cenário.

Dungeon de evento: sub área do world map. Normalmente são dungeons com objetivos específicos e diferentes de matar o mini boss no final. É possível encontrar itens consumíveis, sucata, equipamentos e itens de upgrade pelo cenário.

Eventos do world map: eventos que ocorrem no próprio world map, geralmente envolvendo a aparição de um NPC ou um local que guarda um item especial.

World boss: o boss principal desse mundo. Todos os world bosses podem ser derrotados de duas formas diferentes, concedendo assim, duas recompensas diferentes, utilizados pra criação de armas e mods especiais.

Os elementos inseridos no world map (ameaças, dungeons com mini boss, dungeons de evento, world boss e eventos do world map) são aleatórios e gerados de forma independente um do outro.

Isso quer dizer que você sempre vai encontrar todos esses elementos no world map ao mesmo tempo (1 de cada no modo Aventura, até 2 de cada no modo Campanha), mas nunca serão os mesmos. Para conseguir alguns itens, traits e mods, é preciso ter sorte o suficiente pra 2 ou até mesmo 3 elementos específicos coexistirem no mesmo world map. Estamos falando de probabilidades de menos de 2% para algumas coisas, o que pode se tornar frustrante em alguns momentos, mas que aumenta consideravelmente a longevidade do jogo, pois durante essa jornada, você acaba adquirindo outras coisas que a princípio não estavam planejados.

Ao longo de sua jornada você vai encontrar diversos Cristais do Mundo, ou fragmentos de Cristais do Mundo. Eles basicamente servem como checkpoint, viagem rápida, recuperação de recursos, relocação/ressurgimento de inimigos da área e restoque de Corações de Dragão, o único item de cura que é recarregável. Nesses cristais também é possível se conectar com outras pessoas para jogar online. O modo multiplayer em Remnant é diferenciado, já que não se trata de uma experiência parcial ou mesmo indireta como em outros jogos do gênero. É possível jogar o título na íntegra, totalmente online, um grande diferencial para quem gosta de jogar com outras pessoas ou simplesmente tem dificuldades com um Soulslike.

DLC 1 – SWAMP OF CORSUS

A primeira DLC de Remnant possibilita jogarmos o Mundo Corsus no modo Aventura, com difersas adições de inimigos, bosses, dungeons e itens, isso porque no jogo base, Corsus é apenas uma breve passagem sem muito conteúdo.

A DLC também aprofunda um pouco a história desse mundo, mas nada extraordinário. O que importa aqui é o conteúdo jogável, e nesses aspecto a expansão cumpre muito bem seu papel. A DLC possui um leque considerável de adições para que você se divirta com os novos desafios e tenha ainda mais possibilidades de customização para o seu personagem.

E até em estética, com a adição dos Glowing Fragments, materiais que só são encontrados em algumas quests de Corsus, no modo Sobrevivência ou derrotando os chefes de qualquer modo nas dificuldades mais elevadas. Com esse material, você pode produzir visuais alternativos para suas armaduras.

A DLC também traz o Modo Sobrevivência. Como o modo sugere, é o modo Roguelike completo de Remnant. Esse modo simplesmente cai como uma luva para a proposta do jogo, funciona tão bem que poderia ser vendido como um jogo a parte sem nenhum problema. Até para jogadores que não apreciam esse modo de jogo, é obrigatório dar ao menos uma chance.

Tudo é aleatório no Modo Sobrevivência: os itens que pode comprar, as dungeons que vai enfrentar, os chefes subsequentes. Não tem sistema de upgrade/criação de itens e a estrutura de evolução é bem mais rudimentar (mate inimigos pra subir de nível, ache tomos pra ganhar Traits. De tempos em tempos os inimigos sobem de nível também, tornando o modo uma constante corrida contra o tempo).

Jogar sozinho exige um senso administrativo considerável pra saber quando você deve parar pra explorar e coletar recursos e quando deve correr pra evitar que os inimigos fiquem muito fortes. Em grupo, a exigência será trabalho em equipe e saber ceder itens descobertos que serão mais úteis/importantes para o colega do que pra você. De início será fácil morrer, seja pela estrutura de jogo diferente do jogo base, seja pelo azar de pegar itens ruins contra um chefe que exige outros recursos. No final, entre uma tentativa e outra, você vai se pegar jogando o modo por horas a fio.

DLC 2 – SUBJECT 2923

A segunda DLC de Remnant é mais focada em expandir seu universo…

Dá continuidade à história imediatamente após o término do jogo base e leva o jogador a três novos locais, e é claro, com muitos itens, chefes e segredos novos. Em conteúdo novo, essa DLC equivale a mais da metade do jogo base facilmente. Destaque para um dos locais, o Ward Prime.

É a única dungeon com design fixo do jogo inteiro, e possui ritmo de progressão diferente dos demais locais, tem um bom design e envolve até um pouco de quebra-cabeças. Apesar de diferenciado, complexo e bem construído, o local é melhor explorado no modo cooperativo, pois com mais de uma pessoa alguns quebra-cabeças fluem melhor.
Quanto à história, a expansão dá conta de encerrar ela de forma bem satisfatória, e apresenta um Boss final bem mais desafiador e bem elaborado que o Boss final do jogo base.

TROFÉUS E DESAFIOS

Embora desafiador, Remant possui uma lista de troféus simples, envolvendo matar todos os World Bosses e ter em posse parte do que o jogo oferece em equipamentos, armas, Traits e Mods.
A primeira DLC envolve matar o World Boss dela, considerado o Boss mais difícil do jogo por muitos, derrotar 10 Bosses seguidos no modo Sobrevivência e obter 40 visuais alternativos para as armaduras. Tanto em dificuldade como em consumo de tempo, essa DLC é a mais complicada para obter todos os troféus.
A segunda DLC volta a ser simples, exigindo somente terminar a sua campanha e realizar algumas de suas quests.
Para quem gosta de fazer tudo no jogo, Remnant vai muito além das conquistas, pois oferece centenas de equipamentos que podem ser adquiridos de forma aleatória pelos Mundos e vencendo bosses no Modo Sobrevivência. Para os mais corajosos, ainda oferece o modo Hardcore, que aplica a morte permanente do seu personagem – morreu, tem que começar do zero. Aos que conseguirem concluir a jogada sem morrer, terão como recompensa alguns itens poderosos.

VEREDITO

Remnant: From the Ashes com certeza é um dos melhores jogos do gênero Soulslike. Há quem veja superficialmente o jogo por conta de seu mundo gerado de forma semi procedural, mas não se engane: possui um gameplay sólido que vai te prender por muito tempo, seja jogando sozinho, seja jogando com amigos ou estranho no modo online, que segue com uma comunidade ativa firme e forte.