Review / Tutorial de Sword Of The Necromancer

* Esta análise foi feita com o código cedido pela JanduSoft (versão PS4/PS5)

Distribuidora: JanduSoft
Produtora: Grimorio Of Games
Plataforma: PS4 / PS5 / Xbox One / Xbox Series X / Xbox Series S / Switch / PC / Linux
Mídia: Digital e Física
Ano de Lançamento: 2020

A jovem ladra Tama adentra um antigo salão com o corpo da sacerdotisa Koko nos braços e a deposita sobre um altar.
Seu objetivo: achar a profana Espada do Necromante para trazer Koko de volta à vida.

Sword Of The Necromancer é um dungeon crawler 2D roguelike com visão aérea, tendo como diferencial o sistema de ressuscitar inimigos ao seu favor.

A Espada do Necromante é um artefato capaz de ressuscitar os mortos


Você controla Tama, uma ladra com habilidades reduzidas de combate.
Seu objetivo é derrotar hordas de monstros nos calabouços até alcançar o Necromante, para então obter a força máxima da espada.

O necromante desafiou as leis dos deuses, inclusive Nodam, o deus principal, para quebrar a natureza da morte, perpetuando sua vida indefinidamente.
O artefato com tal poder, que dá nome ao jogo, possui força limitada inicialmente, ressuscitando apenas monstros comuns.
Tal habilidade é útil pois permite usar os monstros derrotados a seu favor, colocando-os em batalha (como em Pokémon, Shin Megami Tensei ou Persona), com o diferencial que aqui eles são controlados pela IA.

Monstros revividos podem ser usados em combate (mas não espere que eles durem muito!)


Tama conta com quatro slots de itens e armas, sendo um obrigatoriamente ocupado pela espada do necromante.
Ou seja, na prática são três slots disponíveis, para serem usados a seu bel prazer.
Armas extras como lanças, espadas longas, adagas e arcos podem ser equipadas nos slots, assim como amuletos de diversos efeitos e artefatos variados (como livros mágicos, poções de cura e mana, corda para fuga).

Os monstros reanimados também são armazenados nestes slots então… é, você já percebeu que o microgerenciamento agressivo é parte vital.
A estratégia fica por sua conta: itens, armas e monstros mistos, apenas armas, apenas monstros, apenas artefatos.
Assim como a heroína sobe de nível, o mesmo se dá com os monstros capturados.
A evolução se dá de forma automática em ambos os casos, não sendo possível escolher qual atributo evolui nos personagens (mas sim em seus artefatos e armas, explicado a seguir).
Os monstros possuem pouca vida e seu uso será efêmero.

Animando a luta com a flauta


Enquanto roguelike, as punições são customizáveis, graças a um update que permitiu ajustar certas opções, como voltar da última dungeon sempre que morrer; manter equipamentos na morte, etc.
A antessala da dungeon possui uma mesa para upgrade de algumas armas e artefatos (a espada do Necromante não pode ser melhorada), um baú onde é possível guardar itens para desocupar os slots da personagem, uma estante onde ficam registrados livros com a história do reino e de seus deuses, o roteiro do jogo e diários de pessoas que buscaram a espada anteriormente (coletados na dungeon).

Cada entrada na dungeon possui múltiplas salas repletas de armadilhas e monstros, sendo uma sala do chefe fechada a chave, que deve ser encontrada em algum dos baús centrais ou está atrelada a um monstro mais forte.
Normalmente é possível cruzar as salas usando dash (que também serve para passar sobre buracos pequenos entre as plataformas), ignorando a maioria dos monstros (embora seja recomendável participar dos combates pela XP ganha), mas algumas salas são arenas que se fecham e só abrem após a derrota de todos os inimigos.

Armas, itens e monstros podem ser guardados no baú da antessala


Ao final de cada luta contra chefe, um baú conectado ao inventário da antessala pode ser acessado OU um portal de fuga para a antessala. Caso não use o portal, basta avançar até o próximo portão e começar a nova dungeon.
Se você optar por acessar o portal e retornar, será necessário refazer a dungeon e reenfrentar o chefe (lembrando que o layout das salas irá mudar, pois o mapa é gerado proceduralmente).
A perda de XP e equipamento depende das ajudas ligadas ou não.

As batalhas contra chefe só são salvas caso você escolha avançar após matá-los, sem usar o portal para voltar

Falando sobre os monstros, eles são de variados tamanho e cores, sendo a cor indicativa do tipo de ataque ou vida de cada espécie.
Magos, Slimes, Trolls com tacapes, Goblins arqueiros, Armaduras com espadas longas, Esqueletos de espada e escudo, entre muitos outros.
Como dito anteriormente, eles podem ser capturados após a morte e evoluídos em batalha, embora morram com facilidade. Um monstro evoluído fica com uma estrela no menu, indicando que evolui e pode ser armazenado em um slot para uso imediato ou no baú para uso posterior. Há espaço ainda em uma bolsa portada pela protagonista, com mais quatro slots disponíveis, ideal para guardar algum item extra e guardá-lo posteriormente ou alternar durante as batalhas.

Antes da entrada na próxima dungeon, um trecho da jornada de Koko e Tama é contado através de algumas ilustrações e diálogos e narrativa dublados.  
Para entender completamente a história entre as duas personagens, é necessário finalizar duas runs completas.
Os quatro primeiros chefes são iguais em ambas as runs, mas o último muda: o necromante na primeira run e uma surpresa na segunda (SEM SPOILERS).
Na segunda run não é utilizada espada do necromante, logo a mecânica de utilizar os monstros em combate é perdida.

A história é contada aos poucos, entre dungeons, relembrando a jornada das protagonistas


O Frasco do Homúnculo, presente na mesa próxima à forja dos upgrades, conjura uma cópia da protagonista ao entrar na dungeon, que deve ser controlada em modo coop; caso não haja outro controle ligado, o item simplesmente é gasto sem surtir efeito.

Na falta de um parceiro para o coop, os monstros invocados podem ser uma boa ajuda contra os chefes


Os gráficos de SOTN são bastante coloridos e no estilo “sem contorno”, com personagens chibi superdeformed (famosos cabeçudos).
A animação é fluida e não há engasgos ou quedas de frame.

A trilha sonora faz ótimo uso de piano e música orquestrada, num misto de músicas relaxantes e com sensação de aventura e perigo nos combates.

A platina pede a derrota de todos os chefes, duas runs completas para ver toda a história, alguns troféus relacionados a combate, o uso de três slots com itens de mesma categoria, coletar e usar todos os tipos de armas e coletar todos os tipos de monstros.

RESUMO DA ÓPERA:
Sword Of The Necromancer é uma interessante experiência roguelike com captura de monstros.
Embora as runs sejam relativamente rápidas, o desafio é alto. Porém os modificadores de dificuldade inclusos via update permitem balancear melhor a experiência ao seu gosto, desligando certas punições.
A arte e a trilha sonora são bastante agradáveis e o roteiro contado paulatinamente prende a atenção do jogador, instigando a completar a segunda run para entender completamente a história.
Um bom título, repleto de ideias interessantes, em uma “versão de bolso”, que pode ser jogada sem precisar da dedicação máxima exigida em outros roguelikes, afinal de contas, apesar do que alguns desenvolvedores pensam, jogadores também possuem vida social! (bom, mais ou menos né)