Review / Tutorial de Mask Of Mists

* Esta análise foi feita com o código cedido pela Sometimes You (versão PS4)

Distribuidora: Sometimes You
Produtora: 9 Eyes Game Studio
Plataforma:  PlayStation 4 / Xbox One / Switch / PC
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: 2020

Mask Of Mists é um “FPS” que condensa diversos aspectos de jogos de puzzle focados em exploração de séries como Myst e um combate “melee/shooter medieval” (apesar das pistolas) de Hexen e Heretic, em uma aventura sem enrolação.

O seu personagem vai para o Território Infectado em busca do paradeiro do arquimago que desapareceu estudando as criaturas do Abismo que estão atacando os humanos.

Os cristais subterrâneos são a chave para o portal


Para tal feito, o protagonista precisa ativar seis cristais de teleporte e um portal, mas nem tudo é tão simples.
Além de localizar os seis cristais espalhados por diferentes dungeons, é necessário desvendar mistérios de como ativar pequenos portais bloqueados, localizar chaves e ativar plataformas, além de lidar com as criaturas da região.
Cada cristal fica em uma dungeon, geralmente com paredes de pedra, com diversos mecanismos de proteção, como plataformas que precisam ser ativadas por pressão e portas bloqueadas por alavancas.

Além dos puzzles, os monstros do Abismo estão espalhados pelo mundo e pelas dungeons.
Cogumelos pequenos que mordem e grandes que cabeceiam, além de cogumelos/medusas voadoras que cospem ácido estão entre os inimigos.
O jogo possui apenas um chefe, na luta final.

Um cogumelo mal encarado (parecido com o Zordon dos Power Ranger ou só eu vejo isso?)


Conforme avança no jogo, você pode descobrir diferentes espadas e pistolas para enfrentar os inimigos, algumas com habilidades especiais, como a espada mágica que permite cortar raízes translúcidas.

Poções podem ser criadas em mesas de alquimia, como poções para respirar mais tempo em meio ao miasma, poções explosivas que podem destruir paredes com rachaduras, poções de cura e poções anti-ferrugem para desbloquear mecanismos antigos.

Afora armas e poções, outros itens ficam disponíveis, como a para encontrar baús escondidos, o machado para cortar árvores (que funcionam como atalhos de pontes improvisadas) e rubis para comprar itens dos leprechauns (escondidos nos troncos ocos de árvores).
Máscaras de pedra funcionam como “coletáveis”, mas servem a um propósito final.

Os puzzles possuem um bom desafio, sem exagerar na complexidade

O mundo de MOM é bastante colorido, com belos gráficos e uma arte com proporções mais rústicas. Até mesmo os inimigos possuem um visual mais leve, ditando bem o tom descompromissado da aventura.
A falta de um mapa dificulta a navegação, uma vez que grande parte do jogo se passa na superfície, que é semelhante em diversos trechos.
A trilha sonora também possui um tom calmo e relaxante, com temas edificantes; cumpre bem o seu papel, sem grandes destaques.

Cansado da grama verde de todo mundo medieval? Experimente grama roxa!

A platina envolve coletar 10 máscaras de pedra, além de fazer os quatro tipos de poções e fazer os dois finais (o jogo salva antes da escolha e permite continuar a partir dela).
Os demais troféus vêm naturalmente durante o jogo.

RESUMO DA ÓPERA:
Mask Of Mists reúne o melhor dos puzzles em primeira pessoa numa dosagem rápida e prática.
O tom leve dos gráficos e dos desafios permitem um bom aproveitamento tanto para jogadores mais experientes no gênero e para novatos.
Algumas pequenas quedas na performance e o roteiro um tanto vago não chegam a estragar a experiência, mas tiram parte de seu brilho.
Uma boa pedida para quem quer uma aventura repleta de puzzles e um pouco de combate, mas não quer gastar 50 horas da frente da tela.

PONTOS POSITIVOS:
– puzzles divertidos e curtos
– boa exploração do ambiente
– combate leve e funcional

PONTOS NEGATIVOS:
– algumas engasgadas entre transições de área (PS4 FAT)
– enredo vago
– a falta de mapa acaba por confundir o jogador