Review / Tutorial de Arcade Classics Anniversary Collection

Retomando a segunda das 3 coleções de aniversário da Konami, vamos para o Arcade Classics, que na realidade saiu antes do Castlevania (que o R&T pode ser visto aqui), mas como recebemos ele agora, vamos agora lol.

Lançado em 2019 para PC, Playstation 4, Nintendo Switch e Xbox, a composição para essa coleção são 8 jogos, sendo 7 de “shoot them up” e 1 de ação/plataforma.
Vale lembrar que os jogos lançados para o arcade, são idênticas as versões caseiras do Turbo Graphx 16 / PC Engine.

O formato manterá o mesmo estilo do Anniversary anterior, onde falo dos 8 jogos de forma distinta e as part s técnicas unificadas.
Código para review cedido pela Konami, versão PS4

Nome: Arcade Classics Anniversary Collection
Gênero: Shoot them Up / Aventura / Ação 2D
Desenvolvedores: Konami Digital Entertainment, Konami Industry Co., LTD
Estúdios: Konami, Konami Digital Entertainment
Plataformas: PC, Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch
Midia: Digital

Tela Título

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Gráficos

Por ser emulador, novamente os gráficos serão fiéis às máquinas de Arcade da época que o jogo rodava. Além do fato de que os filtros usados para opção nessa coleção tem menos opções que a sua posterior.

Som/OST

A trilha sonora dos jogos é impecável, com a Konami tendo seu time de compositores já conhecidos como Michiru Yamani, Hidenori Maezawa, Shigeru Fukutake, e também Miki Higashino, Motoaki Furukawa

Jogabilidade

A jogabilidade num geral é simples, pois a maioria sendo SHMUP não exige muitas funções, 2 botões nasua mairoia e sendo no máximo 3 botões para dois jogos específicos (Castlevania e Typhoon)…

Os 8 escolhidos

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  • Scramble

Você controla uma nave onde deve destruir discos voadores, foguetes espaciais e tanques de combustíveis, que conforme avança na fase vão acabando (e conforme cumprir o objetivos, a cada novo ciclo ele acaba mais rápido), no seu arsenal tem bombas e tiros de seu canhão frontal. A fase se divide em 5 setores mais a base, onde varia os ambientes em que se passa, exige bastante destreza com relação às bombas.
A rolagem da tela é horizontal.

  • TwinBee

Um dos classicos dos arcades, TwinBee recebe também o subgênero de “cute’em up“, pelo seu visual colorido e carismático.
A nave (com visual diferenciado pelo Dr. Cinnamon) é pilotada por Annamon e Donnamon, afim de livrar Donburi Islands do rei King Spice.
Seus armamentos com bomba e canhão, e o jogo se desenvolve com rolagem vertical.
Os power-ups para TwinBee e WinBee são dados por meio de sinos ocultos nas nuvens, que ao acertar os sinos com seus tiros, sua coloração variada é a indicação de variedade de poderes: sinos amarelos são os bônus de pontos, sinos brancos transforma o canhão em canhão duplo, sinos azuis aumentam a velocidade e sino verde cria múltiplos TwinBees (seria o equivalente aos Multiples ou Options no Gradius / Salamander).

  • Gradius I / Nemesis

Gradius certamente dispensa qualquer apresentação para a maioria dos marmanjos, mas, caso você não conheça…
Assume o controle da Vic Viper e lute contra o exército de alienígenas bacterianos para salvar o planeta Gradius da invasão deles, indo então em direção à base denominada Xaerous.
A rolagem é horizontal, onde a fase se divide em 3 setores: hordas, desafios e chefes.
Você coleta cápsulas de power-up que vão sendo destacadas na barra de poderes da parte inferior da tela. O arsenal pode variar de tiros duplos à lasers…
Com certeza é um dos shmups mais desafiadores pra jogar em arcades durante suas 7 fases…

  • Salamander/Life Force

Em Salamander (que no japonês é 沙羅曼蛇 – Saramanda) voltamos a ter controle de Vic Viper que dessa vez irá salvar o planeta Latis, para derrotar as forças com o mesmo nome do jogo, que aliás, tem os mesmos power-ups de Gradius, a diferença é que neste não temos a barra de escolha de poderes, as próprias cápsulas são os poderes. 
Uma das maiores novidades é que Salamander possui os dois tipos de rolagem, horizontal e vertical, tornando mais alternado o gameplay em suas 6 fases.
Um ano depois, o jogo é lançado no japão com o sistema de barra de poderes.

  • Typhoon / A-Jax

Em A-Jax, controlamos um jato e um helicóptero, variando suas fases em 3D estilo “Afterburner” e rolagem vertical.
A história é o primor de sempre, invasões alienígenas querem invadir nosso planeta e as forças militares pedem seu socorro para combate-los…
Uma das coisas interessantes do jogo é justamente a alternância de gameplay com o jato e o helicóptero, onde no jato temos apenas o canhão e os mísseis torpedos, sem qualquer upgrade, enquanto no helicóptero temos os power ups (onde os tiros somente 1 por vez) para ser usado, dos 4 disponíveis.

  • Haunted Castle / Akumajö Dracula

Haunted Castle nada mais é que a versão arcade de Castlevania, devido ao sucesso do mesmo para NES.
A história nada mais é que a primordiosa e constante ressurreição do Drácula por meios de rituais de simpatizantes e feiticeiros, onde dessa vez, o conde rapta Serena no dia de seu casamento com Simon, tendo então, ter que ser salva pelo nosso clássico caçador de vampiros usando sua Vampire Killer.
O estilo do jogo base se mantém nessa versão arcade, sendo exatamente a mesma jogabilidade da versão caseira, a novidade fica por conta de armas adicionais que pode ser encontradas para substituir a Vampire.
A dificuldade é o ponto forte do jogo, porque é um dos mais difíceis, e só se tem 1 vida por ficha para as 6 fases presentes.

  • Gradius II / Vulcan Venture

Mais uma vez, retornamos com Vic Viper em Gradius II (グラディウスII GOFERの野望 – Gradius II Gofä no Yabö) para proteger o planeta Gradius do ambicioso Gofer, a evolução do jogo aqui se dá ao fato de escolher seu set de poderes, onde temos mais mísseis e tipos de tiros disponíveis, além de dois tipos de shields (um deles remanescente do Salamander).
Apesar de a versão arcade ser parecida no Turbo Graphx, na versão caseira temos 3 finais diferentes, de acordo com a dificuldade escolhida…

  • Thunder Cross

Controlamos Blue Thunder M-45 com um exército mecanizado que vai em missão ao planeta Hanium IV para verificar o motivo da perda de comunicação e sinais com a colonização presente lá.
O jogo possui rolagem horizontal, e sua nave dispõe de tiros de canhão e uma bomba chamada Lil’Baby capaz de disseminar todos da tela.
Seu sistema de multiplos é a base do jogo, sendo localizada entre a parte superior e inferior da nave, sendo apenas 3 power ups disponíveis para deixar sua nave “full power”, o ponto de dificuldade é moderado pra alto, pois temos inimigos que talvez custe um pouco para saber como lidar (inúmeras vezes você explodira sem entender porque, até ver quem te matou)…

Sistema Implementado

Novamente por estarmos lidando com um emulador, o jogo possui um sistemas e suas sutilezas, sendo novamente 1 slot de save para cada jogo caso você não queira sofrer tanto. A opção de alterar as Dip Switches estão no Game Settings, para escolher suas vidas e dificuldade.
Como filtros, as opções são mais limitadas (já que era a primeira coleção) e há apenas scanlines definidos como blurring em tons desligados, médios e fortes, o aspecto da tela em original ou 16:9 (mas acredite, não fica bom), e papéis de parede para tapar as tarjas dos extremos, caso sua opção seja original, e controls para desativar as instruções de controles na parte inferior (algo como touchpad pra acessar esse menu e o manual do jogo).
O reset acredito que dispensa comentários, assim como o quit.

Troféus / Conquistas

Dificuldade: 10/10 (sem saveslot), 4/10 (com saveslot)
Para platina e domínio do jogo não há mistério…
São 16 troféus, sendo 8 de ouro e 8 de prata (2 pra cada jogo) com sua pontuação necessária… ao fazer em todos, a platina vem.

Considerações Finais

Um dos melhores tempos dos videogames retorna nessa coleção, que é 90% baseada em shmups clássicos e que muita gente já deve ter visto ou jogado em algum lugar.
Na minha opinião, podiam ter colocado Gradius III pra completar (já que Salamander II só saiu para os consoles, e não arcades), mas a seleção já bate a nostalgia na mente hehe.
Com relação aos filtros, ainda acho que deviam ter começado com esse, para aplicar filtros mais elaborados e efetivos, já que a emulação dos sistemas está bem avançada.
Não comentei no review, mas as adições do livro bônus da Famitsu é bem legal, mostrando as artes conceituais, informações (como por exemplo todos os jogos lançados para arcade pela Konami) e entrevista (em inglês) com Kengo Nakamura e Toshiaki Takatori, que são o designer de Gradius e Typhoon e o programador de Gradius e Salamander, respectivamente.
As versões japonesas estão presentes para 6 dos 8 jogos (mas a de Salamander não é a relançada com barra de poderes) onde a adição foi feita por meio de update…
Novamente AC AC (LOL) se tornou um ótimo presente para os saudosistas e marmanjos de plantão, e talvez, uma chance para a geração nova experimentar a época desafiante dos “jogos de navinha”…
Seria você capaz de não usar save state?