Review / Tutorial de One Dog Story

* Esta análise foi feita com o código cedido pela Big Way Games (versão PS4)

Distribuidora: Big Way Games
Produtora: Big Way Games
Plataforma:  PlayStation 4 / Xbox One / Switch
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: 2020

Um cachorro acorda em um tubo de suspensão, em um laboratório subterrâneo.
Sem memórias, ele precisa explorar o local, guiado por Lilith, uma inteligência artificial.

Aos poucos, enquanto enfrenta as criaturas do laboratório, flashs de seu passado antes do experimento (que transformaram EO-43 em um cão humanoide) vão retornando à sua mente.

Não apenas humanoide, EO-43 é ainda um skatista

O experimento está ligado à catástrofe que condenou todos dentro da base.
Além de recuperar suas memórias, EO-43 precisa descobrir quem é o misterioso cientista que vê nos flashbacks.

Mistura de shooter sidescrooler com jogo de plataforma, One Dog Story tem bastante foco no combate, com um sistema de upgrades baseado em itens que aumentam a vida permanentemente, bem como o dano das armas.

Mutantes, mutantes por todos os lados!

Dentre o arsenal, contamos com um taco de baseball, uma pistola laser (com tiro infinito, mas que precisa de cooldown), uma shotgun e diversas armas mais exóticas, como uma disparadora de pintos explosivos (sem duplo sentido, por favor) e uma arma que atira serras giratórias. Alguns upgrades temporários permite tiros diferentes, como por exemplo o poder de congelar com a shotgun.
Alguns dos upgrades estão escondidos através de paredes falsas e podem ser descobertos usando-se o olfato de EO-43.

O exército de inimigos varia de estranhos mutantes a robôs e cachorros humanoides armados.
Armadilhas também estão presentes, como lasers, estalactites , espinhos metálicos, lava e ácido. Plataformas frágeis complementam o “arsenal”, pedindo estratégia e reflexo para atirar em eventuais inimigos voadores que tentam te derrubar.
Os chefes gigantes aumentam o desafio (que aliás, é alto no jogo, embora não de maneira injusta).

Chefes gigantes não podem faltar em uma aventura apocalíptica

Diversos puzzles complementam a exploração, gerando uma certa busca por itens, embora o backtracking seja leve aqui.

Graficamente, ODS possui um estilo pixelado mais voltado ao 16-bits. Embora bastante colorido, o jogo usa uma palheta de cores mais sóbria, deixando mesmo as partes mais coloridas um tanto quanto sombrias, o que combina com o roteiro pós-apocalíptico do jogo (característica compartilhada pela trilha sonora).

Embora o jogo todo se passe em um laboratório subterrâneo, os cenários são bastante variados: de partes mais “industrializadas” a cavernas, lagos, partes cheias de lava e até uma área de metro abandonada.

A temida fase da água não poderia ficar de fora

Como defeito mais aparente, o texto do jogo acaba por ser muito pequeno na tela, o que atrapalha um pouco a leitura.

No geral, One Dog Story é uma boa experiência.
O desafio é na medida certa, os controles possuem boa resposta e os inimigos e cenários possuem boa variedade.
O jogo possui múltiplos finais, um deles inclusive bastante curioso, mas não vou dar spoiler aqui.

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