Review / Tutorial de Warborn

Quatro facções disputam territórios e combustível, utilizando robôs gigantes para tal!

* Esta análise foi feita com o código cedido pela PQube Limited (versão PS4)

Distribuidora: PQube Limited
Produtora: Raredrop Games
Plataforma:  PlayStation 4 / Xbox One / Switch / PC / MacOS Classic
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: 2020

Warborn é um jogo de combate tático entre mechas gigantes.
As batalhas se dão em colônias espaciais, com movimentação hexagonal.  Cada robô pode executar duas ações por turno: movimentação e ataque ou uso de habilidade especial. 
Ao contrário de alguns jogos táticos atuais, é possível testar o movimento antes de concluí-lo, ou seja: você pode avançar até determinada área e simular se o ataque ou a habilidade atingirá o alvo. Caso não seja possível, você pode desfazer a ação e retornar o personagem ao hexágono original, evitando assim desperdiçar o turno com um movimento errado.
Essa dinâmica melhora a experiência, permitindo que o jogador possa avaliar qual ação executar e suas consequências.

A possibilidade de simular as ações em movimento hexagonal ajudam a montar estratégias

As unidades de combate, chamadas aqui de Variable Armour, possuem diversos tipos de armamentos e funções, entre atiradores com rifles, mísseis, armas laser e minas terrestres a espadas e adagas duplas, passando por unidades de suporte, como mechas com poder de restaurar energia, aumentar armadura e melhorar a capacidade de combate de outros robôs; há também mechas com habilidades de debuff, como hack (insere um vírus no adversário, fazendo com que o mesmo perca pontos de energia a cada rodada) e jamming (impede o controle da unidade temporariamente).

Além das unidades básicas, existem as unidades especiais, mechas de tecnologia mais avançada, controlados pelos comandantes de cada equipe. Tais unidades podem estar presentes no início de uma batalha, serem convocadas mediante uso de pontos ou estarem indisponíveis em fases específicas.

Unidades avançadas, controladas pelos comandantes, possuem ataques mais poderosos

Durante as batalhas, é importante capturar pontos de interesse, como usinas nucleares e bases. As usinas garantem energia extra para invocar mais unidades, bases servem como pontos de spawn (os robôs invocados com os pontos aterrissam na base, somente sendo possível utilizá-los no próximo turno).
Tais pontos de interesse podem ser recapturados pelos inimigos, portanto é importante perceber os avanços do adversário pelo campo de batalha.

A captura de bases e usinas é o foco central para convocar mais mechas

Os comandantes, estando presentes ou não em batalha, podem usar um buff para todo o esquadrão, aumentando a moral das tropas e a energia e poder de ataque.
Tal invocação só é possível mediante a barra de CP cheia.

Falando nos pontos conseguidos em batalha, eles se dividem em BP e CP.
CP são os pontos responsáveis por invocar o buff de moral ou a unidade do comandante, caso esteja disponível para ser sumonada na base. É obtida a cada dano sofrido pelo exército.
Já os BP, pontos de batalha, servem para sumonar as unidades básicas de combate, sendo obtidos a cada turno, referente aos pontos de interesse capturados.

Comandantes podem motivar as tropas com buffs de moral

O jogo possui dois modos: campanha e skirmish.
A campanha é dividida em quatro atos, cada um com uma série de batalhas referentes a um comandante de cada exército. Vale ressaltar que cada facção possui algumas unidades próprias, bem como a Variable Armour do comandante possui características próprias.

Já o Skirmish pode ser disputado offline ou online, com quick play (procura e entra em uma partida rapidamente) ou através de convite, sempre entre dois jogadores.

Além disso, existe o modo de criação de mapas, onde é possível customizar o tamanho, tema do cenário, terreno e estruturas, bem como pontos de interesse, sendo o mapa salvo podendo ser utilizado no modo Skirmish.

Os gráficos são simples, mas a animação é fluida, feita à mão.
Durante a fase de ação, ambos os robôs aparecem em destaque na tela, cada qual em seu hexágono.
A arte tem uma forte inspiração na temática de animes de robôs gigantes dos anos 70 (como Gundam e Space Battleship Yamato).
Os cenários passam por desertos, geleiras, bosques e cidades.
Árvores e prédios servem não somente como parte de cenário, mas também como vantagem nos combates.

A arte desenhada remete aos antigos animes de robôs gigantes

A trilha sonora mistura temas clássicos, com forte uso de violino, e músicas mais agitadas, possuindo uma bela linha de baixo.
Quando o buff de moral é utilizado, a música do capitão se intensifica, ganhando velocidade e um efeito de reverberação no som.

A platina (falando da versão PS4), é relativamente fácil: faça um mapa, vença uma batalha online e vença uma batalha offline (modo skirmsh) com cada um dos quatro comandantes.
Os demais troféus são relacionados ao modo campanha, sendo os referentes a tirar rank S em toda a campanha os mais complexos.

PONTOS POSITIVOS:
– combates dinâmicos e possibilidade de testar os movimentos
– música empolgante
– variação interessante nas unidades de combate

PONTOS NEGATIVOS:
– gráficos simples, sem grande destaque
– desafio relativamente fácil em algumas partes

RESUMO DA ÓPERA:
Warborn traz o combate tático entre robôs gigantes acessível a todos.
Embora o gráfico seja bastante simples, a arte inspirada em animes antigos causa uma boa impressão e a trilha sonora combina com o dinamismo das batalhas.
A jogabilidade simples e fluida escapa da armadilha comum aos jogos táticos, por vezes burocráticos demais; as partidas são rápidas, sem cansar o jogador.
O desafio acaba por ser pouco balanceado, por vezes como algo positivo em relação ao exagero de dificuldade do gênero; por vezes fácil demais, sem realmente testar as habilidades do jogador em algumas missões.
Contudo, o pacote é bem trabalhado e pode ser uma boa porta de entrada para novatos no estilo tático.