Review/Tutorial de Darksiders Genesis

Distribuidora: THQ Nordic
Produtora: Airship Syndicate
Plataforma:  Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Google Stadia e PC
Mídia: Física e Digital
Ano de Lançamento: 2019 (Stadia e PC) e 2020 (consoles)

Entender a cronologia de algumas séries pode ser uma tarefa complicada.
Que o digam os fãs de Kingdom Hearts, com as dezenas de entradas da série em diversos consoles, apenas recentemente centralizadas com os relançamentos em coletâneas.
A série Darksiders consegue inovar nesse campo, com linhas de tempo variadas em cada título e diferentes estilos de jogabilidade.

Olá, aqui é o Musashi e hoje falarei sobre Darksiders Genesis, quarto lançamento da série da THQ Nordic sobre os Quatro Cavaleiros do Apocalipse.

Diferenças entre mitologias e lore

Originalmente Guerra, Morte, Fome e Peste, os Quatro Cavaleiros são descritos no livro bíblico do Apocalipse, de São João, como arautos do fim dos tempos.
Já aqui temos uma diferença, sendo Os Quatro: Guerra, Morte, Fúria e Conflito. Cada qual com suas particularidades de combate e personalidade.

Genesis, como o nome sugere, se passa antes dos outros três jogos, permitindo pela primeira vez o uso de dois cavaleiros: Strife (Conflito, estreante na série) e War (Guerra, protagonista do primeiro título).

Strife estreia em grande estilo, sendo o mais irônico e de moral dúbia dos Quatro Cavaleiros

Duelo entre o Demônio e Satanás

Strife e War são incumbidos pelo Conselho das Chamas (grupo responsável por manter o equilíbrio entre Bem e Mal) de investigar os planos de Lúcifer, que trama algo contra os Céus.
Para isto, receberão ajuda e informações de Vulgrim (demônio presente em toda a série), o qual eventualmente os apresentará a Samael, concorrente direto de Lúcifer no Inferno.

Vulgrim, o demônio comerciante sedento por almas retorna, com a excelente dublagem de Mark Hamill

Diferente mas igual

Darksiders é uma franquia conhecida por suas mudanças em estilo de jogo e gameplay.
O primeiro é um jogo de ação com características de “Metroidvania” (aos moldes de Legend Of Zelda); o segundo título recebeu um forte sistema de loot, com diversas armas secundárias equipáveis por Death; o terceiro jogo enveredou para um combate mais cadenciado, ao estilo Souls, com bastante foco na esquiva e contra-ataque de Fury; já em Genesis temos uma jogabilidade mesclando dual stick shooter e Diablo, com visão aérea e alternância de comandos entre Strife e War.

Apesar destas diferenças latentes, a franquia se mantém fiel em estilo artístico, possuindo um traço característico de heróis brutos e monstros grotescos.
Os cenários são vastos e alguns inimigos são gigantescos; a câmera distante favorece tais aspectos, em detrimento da observação direta de cenários e personagens em maiores detalhes.



A trilha sonora segue orquestrada, com um belo uso de corais em algumas faixas.

Tiro, porrada e puzzle

A visão isométrica do jogo permite uma boa movimentação em 3D, com alternância rápida entre os dois protagonistas.
Strife é mais rápido, utilizando duas pistolas com diversas munições diferentes, conta ainda com golpes corpo-a-corpo; já War combate com sua tradicional espada, tendo uma shuriken gigante para arremesso como arma secundária.

Mas nem só de combate vive Darksiders Genesis: a exploração dos cenários em busca de diversos segredos e uma boa dose de puzzles utilizando habilidades de ambos os cavaleiros dão variedade ao gameplay.


O humor irônico de Strife contrasta diretamente com o jeito sisudo de War, ocasionando momentos engraçados, novidade até então na franquia.
O jogo conta com opção de coop online e offline, mas mesmo no single player ambos personagens são usados.

Além da campanha, um modo arena é liberado nas primeiras horas de jogo, onde é possível enfrentar hordas e “grindar” orbes de monstros, utilizadas na campanha como bônus de atributos e combate.

Resumo da ópera:

Darksiders Genesis toma um rumo bastante diferente, numa série já conhecida pela sua variedade de estilos.
Tal mudança pode desagradar alguns fãs mais tradicionais, mas a experiência é agradável e o jogo possui um grande fator replay, com diversos segredos para serem descobertos.

PONTOS POSITIVOS: 

– expansão do lore bem integrada ao restante da série
– combate preciso e rápido
– diversos segredos e puzzles espalhados por vastos cenários
– trilha sonora orquestrada 
– dublagem (em inglês) de ótima qualidade

PONTOS NEGATIVOS:

– câmera isométrica dificulta a apreciação dos modelos 3D dos personagens
– pequenos bugs de colisão e partes do cenário “na frente da câmera”
– jogo sem cutscenes, sendo o roteiro contado através de desenhos estáticos

2 comentários

  1. Olá tudo bem? Meu nome é Vitor Guariento, falo como dono do Guariento Portal, uma espécie de site que fala sobre curiosidades ele geral. Falo de jogos, de filmes, análises, viagens. Enfim, tudo que dá na telha. E uma das coisas que ligou o seu site ao meu foi exatamente esse post sobre Darksiders. Gostei da sua análise quanto ao quarto game da franquia, que admito não ter jogado. Na verdade, fiz até mesmo uma análise sobre o segundo game da franquia, com a versão para o Nintendo Switch. Se quiser dar uma olhada eu agradeceria de montão.
    https://guarientoportal.com/2020/03/17/analise-darksiders-2-switch/