Super Neptunia RPG – Primeiras impressões (versão Steam)

A primeira recomendação para quem for se aventurar no jogo é ir com a mente aberta. De início, diferente dos jogos principais da série que começam com um enredo se desenvolvendo de forma mais significativa, aqui as coisas parecem estar acontecendo um pouco “do nada”. Logo de cara, tem diversas quests e poucos diálogos. Apesar dos poucos diálogos de início, dá para esperar coisas clássicas da série, com zoeiras habituais, referências engraçadas (assoprar cartuchos, coisas de quem jogou na época do Snes fez com certeza), Neptune começando com amnésia e falando que é um clichê, etc.
No jogo, é possível andar apenas para a esquerda e direita, como um plataformer clássico. Porém a física da movimentação é estranha, assim como as animações da Neptune andando ou pulando. Achei bem “brusca” a física, e direcional analógico funciona como um digital, com a velocidade de movimentação sendo a mesma pressionando por completo ou um pouco. Basicamente, o que estranhei foi no andar, de resto gostei das animações.
As falas voltam a ter expressões que achei bem feitas, boca abrindo ao falar, gestos para expressar as emoções, etc. Isto usando a engine do jogo, com menor uso de CGs. Estas ainda estão presentes, porém a maior parte dos diálogos aconteceram fora do estilo visual-novel característico até então na série.

Quanto ao sistema de combate, cada personagem, dependendo da posição no campo de batalha tem um botão de ação para ela. Iniciada uma batalha, o grupo vai sempre ganhando AP, necessário para executar ações. Estas podem ser executadas na hora que ganha o mínimo necessário para tal ou ir juntando e encadear várias ações seguidas. Dá para escolher qual ataque usar, entre alguns disponíveis de início já. A escolha é feita fora da batalha e pode ser escolhido uma habilidade única por personagem, e mais por posição (tem 4 possíveis na batalha, e corresponderá a um dos botões de ação no controle (X, Y, A, B no controle do Xbox). Varia o uso de AP por habilidade, e ali achei um problema, onde o jogo não informa quanto usa. Somente testando em batalha. Os equipamentos podem conter habilidades, que ao ir vencendo batalhas, vão evoluindo o aprendizado destas. Quando completo, a habilidade poderá ser equipada sem o uso do equipamento em questão.

Quanto a trilha sonora estou gostando, está tendo certa sonoridade parecida com algumas músicas do 4 Goddesses Online, que são bem agradáveis, com algumas músicas que se sobressaiam. Nas dublagens, o jogo reaproveita algumas dublagens de jogos anteriores (ao menos na versão japonesa, que é como costumo jogar os jogos da série).
O trabalho da Artisan na arte do jogo parece estar muito bom, a primeira vista.


Enfim, estou achando divertido o jogo, e recomendo ele. Mas tem de ir com mente aberta. A performance do jogo não tenho o que questionar, já que roda bem liso e perfeitamente fluído aqui no meu PC (i5 2500k, GTX 550 Ti e 12GB Ram). Todavia, em razão da resolução que uso, personagens podem não ficar tão nítidos (1360×768). Mas nada problemático, quem tem monitor melhor deve ter uma experiência melhor com relação a nitidez (não cheguei a olhar se tem arquivos de configurações que dá para dar uma mexida, como era possível fazer no 4 Goddesses Online).